sexta-feira, 23 de junho de 2023

 Poeira de estrelas eu sou

Amalgamado em matéria

Minha anima encerra

Num mais que efêmero momento.


Tudo dissolve-se no fio do tempo

Tão inimaginavelmente longo

Que toda dor ou contentamento

Nem mais ressoam.


Apenas um franzino rastro

De minha fugaz existência

Restará quando o tempo

Sequer couber em si.


O fim é quimérico;

O decurso é eterno.

Vazio em plenitude:

Infinitamente-fim.


Fernando Person

Santana de Parnaíba, 25 de abril de 2021