Não te sintas mal
E nem te culpes pelo
que fizemos!
Cada instante em que
estamos juntos
São
momentos que não mais voltam.
Ah, mulher, por
quantas ruas caminhei pensando em ti!
Por quantos rios,
vales, matas e cumes
Aflito percorri só
para um dia poder, enfim,
Ter o prazer extático
de nossos corpos apegados!
E como estou feliz
contigo!
Juntos, esquadrinhei
alguns de teus caminhos
Desse teu belo e
ansioso corpo, feito um
Desbravador de terras
errante.
Como, mulher, me
senti alegre
Ao ter bebido do teu
cálice!
Pois a alegria de
viver é, meu amor, uma chama
Que insufla nosso
barro já vivente.
Mas me diga, mulher,
se Pandora
Aprisionou
o último mal dos males,
Que assombram a
humanidade,
Como o sinto presente
em meu coração?
Como posso senti-lo
se nosso amor é curto?
Como posso querer-te
mais se é amor datado?
Como, meu amor?
Como?
Ah, mulher, e agora
que não paro mesmo de pensar em ti?
Fernando Person
São
Paulo, 03 de março de 2010
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