O meu amor não é
espiritual
Não é amor para todo
o sempre.
Antes de tudo ele é
carnal,
Súbito, efêmero e
urgente.
O meu amor não
precisa mostrar
A terceiros que se
faz presente.
E muito menos declara
que está a amar.
Ele se cala a dois,
com corpos rentes.
O meu amor mente, é
malandro.
Diz “te amo” por
obrigação,
Para uma simples
felação.
Não é divino, mas erra – é humano.
O meu amor é singelo;
não ama.
Nem é romântico, nem
é ilusão.
O meu amor é
amor-cama
Com nosso suor no
colchão.
O meu amor é sujo e vil.
Roça, bate, geme e
sangra
E depois não fala nem
um piu.
Não diz sequer nem
mais um piu...
Fernando Person
(Barueri, 01 de outubro de 2008)
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