“Se o amor é desejo,
se o desejo é carência, só podemos amar o que não temos, e sofrer com essa
carência...”
André Comte-Sponville
Um só dia sem te ver,
Sem me perder no
vazio
Infinito de teus
olhos,
É um sofrimento, meu
amor,
Incansável, que me
incomoda,
Me aflige e angustia.
Amo-te, meu bem;
Finalmente comigo
estás.
E te desejo ainda
como aquele desbravador
De terras errante,
ansioso por fisgar sua presa.
Mas, estranhamente,
ao mesmo tempo
Você é de mim tão alheia
tão distante...
Amo-te intensamente,
Desejo-te excessivamente,
Te julgo tão
importante
Nesse nosso lampejo
de existência!
Mas se só cobiçasse o
que de mim para mim está
Como poderia eu
amar-te infinitamente?
Como poderia eu
sentir tua ausência?
Como poderia eu ter
saudades?
Pois amar é vontade,
meu bem,
É desejo,
É querência.
É vazio, mesmo que
infinitesimal.
Dia a dia,
A cada segundo,
A cada chegada,
A cada partida...
Fernando Person
Barueri, madrugada de
29 de abril de 2011
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