Sempre igual
Todos
meus dias não são mais
Do
que meros tristes dias:
Todos
iguais.
Acordo
apressado.
Meu
coração a pulular
Anuncia
um novo dia.
Saio
de casa.
Um
fio de esperança
Incendeia
minha alma.
Caminho
curvado.
Suporto
um peso em minhas costas
Que
nem sei por que lá está.
O
tempo passa.
Junto,
meu ar juvenil se esvai
Com
as constantes dores no peito.
Sofro
de tarde.
Meu
sangue jorra a cada segundo
Em
que agoniza o arrebol.
Anoitece.
E adormeço
com a certeza de que amanhã
Não
será mais do que um mero triste dia.
Sempre
igual...
Fernando Person
Barueri,
16 de janeiro de 2008
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