sábado, 28 de maio de 2016

Sempre igual

Sempre igual

Todos meus dias não são mais
Do que meros tristes dias:
Todos iguais.

Acordo apressado.
Meu coração a pulular
Anuncia um novo dia.

Saio de casa.
Um fio de esperança
Incendeia minha alma.

Caminho curvado.
Suporto um peso em minhas costas
Que nem sei por que lá está.

O tempo passa.
Junto, meu ar juvenil se esvai
Com as constantes dores no peito.

Sofro de tarde.
Meu sangue jorra a cada segundo
Em que agoniza o arrebol.

Anoitece.
E adormeço com a certeza de que amanhã
Não será mais do que um mero triste dia.

Sempre igual...

Fernando Person
Barueri, 16 de janeiro de 2008

Nenhum comentário:

Postar um comentário