Que
todos saibam:
Sobre
tudo que disse desdigo o que não foi dito!
Sobre
tudo que penso repenso e concordo comigo!
Ora,
meu caro, não me venha com esse papo furado!
Os
outros têm culpa por terem nascido?
Você
tem culpa por ter vindo?
Ah,
João Cabral, como sois claro!
No
meio das adversidades da vida
O
fio dessa mesma, ainda assim, se desfia!
E enquanto
uns alcaguetam e enriquecem,
Em
meio à lama e ao sangue jorrado ao chão,
Outros
vivem uma vida sofrida e à vista!
Ser
esquerda ou direita?
Ser
direita ou esquerda?
Esquerda-direita;
direita-esquerda.
Num
ziguezague sem fim caminha
Aquele
que se diz centrista;
É um
socialista-neoliberal!
No
seio familiar o reflexo da sociedade:
Hierarquia,
hipocrisia, higiene social.
Quão
grandes nossos filhos são!
Enolicamente, enfim, recapitulo o que
afirmara:
Desdigo
o penso e repenso o que digo,
Afinal,
meu caro, sou não mais que um enorme fanfarrão!
Fernando Person
Barueri,
08 de dezembro de 2009
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