sexta-feira, 27 de maio de 2016

Perplexo

Perplexo

Dentro de mim
Um desassossego prevalece.
Simplesmente não sei o que fazer
E muito menos o que dizer.

Se somos antíteses do pensamento,
Visões paradoxais,
Amalgamadas pelo acaso pueril,
Como sem mais há onde não havia?

Se nos seus deslizes imperceptíveis
É exposto o que no âmago,
Sufocado, é difícil esconder,
Diga-me como poderia eu entender-lhe?

E, enfim, o que sobra de mim
Nesse calidoscópio forjado por nós
Não é mais que uma saudade sincera
Amargada em meu coração...

E agora, mulher, que não paro de pensar em você?


Fernando Person

São Paulo, 01 de fevereiro de 2010

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